Após “agressões” sofridas por uma garota de 15 anos, em uma localidade em conhecida como Bem-te-vi, em Feira de Santana, moradores fizeram manifestação e acusam uma policial de tortura. O protesto aconteceu na terça-feira (29), quando a Avenida Rio de Janeiro, na BR-116 Sul, no bairro Pedra do Descanso, foi interditada.  
De acordo com os moradores, uma policial militar da guarnição Tático Móvel teria agredido a adolescente provocando revolta na comunidade. A menor disse que foi ameaçada de morte caso não desse a informação que os policiais queriam. “Ela entrou na minha casa atrás de um morto e de um preso. Eu disse que não estavam e ela disse que estava. Depois ela mandou eu abrir a porta do fundo e aí eles me empurraram e eu caí em cima do meu cachorro. Me bateram, me derrubaram, puxaram meu cabelo, bagunçaram meu quarto todinho. Me ajoelhei nos pés dela dizendo que eu era direita e ameaçou atirar em mim”.  A adolescente ainda disse que o fato aconteceu na última segunda-feira (24).

A mãe da menor,  Danubia de Jesus Fernandes, disse ao Acorda Cidade que foi ao Batalhão da Polícia Militar denunciar o fato, mas foi orientada a procurar outro órgão, uma vez que o caso não era de responsabilidade do batalhão. “Eu fui à Delegacia do Adolescente Infrator, fui ao complexo e fiz o exame de corpo de delito e agora estou esperando o resultado do laudo, porque a menina está traumatizada e eu quero justiça”, disse.

A mãe explicou que os policiais estavam procurando uma pessoa, que segunda ela, já está morta, e um homem que está preso conhecido como Cocão. A tia da menor, Daniela Fernandes, disse que a família ainda aguarda a perícia ir ao local e por conta da demora os familiares resolveram realizar a manifestação. Ela fez graves acusações contra a policial, além de abuso de autoridade, agressão a menor e invasão de domicílio.

O coronel Adelmário Xavier, comandante do CPRL (Comando de Policiamento Regional Leste), ouviu a família e  garota após a manifestação e disse que o caso será apurado. “A menina foi ouvida. Vamos instaurar um procedimento e vamos apurar o caso. Se ficar comprovado os policiais serão responsabilizados. Se não ficar provado eu vou mostrar mais uma vez que a polícia foi injustiçada. Estou um pouco apreensivo em relação a essa denúncia porque as coisas que ela falou era a mãe que estava dizendo, diga isso, diga aquilo.  É uma criança  e pela guarnição que ela está acusando, não é feito esse procedimento de agredir e empurrar uma criança em cima de um cachorro”, disse. "Se eles erraram eles serão punidos e se não erraram essas pessoas levantaram um falso testemunho contra os policiais", continuou o coronel.