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 Aconteceu na noite deste sábado (9) no distrito de Caldas do Jorro, o primeiro Seminário da Associação Emancipalista de Caldas do Jorro. O evento que ocorreu na praça Ana Oliveira, veio com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre a emancipação das localidades interessadas.

Cerca de quinze delegações de distritos que estão na luta para tornar-se municípios estavam no evento, entre eles, representantes de Salgadália-Coité, Pedra Alta-Araci, Algodões-Quijingue, Salobro-Canarana e Humildes-Feira de Santana.

Durante o evento todo o público pôde ouvir Luiz Carlos Moreira, um dos melhores palestrantes do Brasil em referência a emancipação, Luiz que é Assessor Técnico na Assembléia Legislativa do Ceará palestrou de forma técnica, como se deve conduzir o processo de emancipação.

Caldas do Jorro
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Para o Coordenador Geral da AME JORRO (Associação do Movimento Emancipalista de Caldas do Jorro), Edson de Melo Costa, é um momento de unificação para iniciar a luta de ver Caldas do Jorro cidade. “Esse evento marca o ponto de partida, aguardamos a presidente Dilma sancionar a lei que está prevista para a próxima terça-feira, quando deixa a cargo da Assembléia Legislativa do Estado o poder de criação dos municípios, depois desse processo levaremos todos os dados e assinaturas para a Assembléia, solicitando que inclua nosso distrito no plebiscito,” relatou Edson.

“Na sede de Caldas do Jorro tem uma média de 10 a 12 mil habitantes, tornando cidade o novo município ficaria com cerca de 21 mil habitantes e um eleitorado de mais ou menos 13 mil. Jorrinho, Pedra Grande, Tracupá, Arapuá, Rio do Peixe, Poço Redondo, Quixaba, Gameleira e Vista Bela serão algumas das localidades que fará parte do novo município,” esclareceu o coordenador.
Outro ponto discutido por Edson foi a questão econômica da região a ser emancipada. “O município de Tucano era a segunda maior produtora de grãos da Bahia, devido a seca, isso enfraqueceu e não existe nem hanking mais. A indústria que tem um retorno imediato aqui é o turismo. O Jorro hoje tem renda própria e é por isso que queremos a emancipação para desenvolver com facilidade. A renda prevista se caso torne município, é de 1 milhão e 800 mil, há condições de atender melhor os povoados que pertencerão a nova sede. Outro ponto forte da nossa economia é o artesanato, como o couro de Tracupá” finalizou Melo.
 
Salgadália
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DSCN3477Salgadália que faz parte do município de Coité é também um dos distritos que está na luta para emancipar. No evento o presidente da Associação do Movimento Emancipalista de Salgadália, Lindemberg, relatou a importância de união no momento.”Acompanhamos todos encontros que aconteceram em Brasília, hoje temos a associação para termos legitimadade e lutar com mais força. O distrito conta hoje com cerca de 6.800 habitantes, na região a ser emancipada o novo município ficaria com 10.500 habitantes e um eleitorado de 5.550 pessoas,” disse Lindemberg.

Ainda segundo o presidente, o atual prefeito de Coité, Assis (PT) é a favor da emancipação, juntamente com o seu vice Alex da Piatã (PMDB), que fez questão de comparecer no evento de Caldas do Jorro. “Hoje tanto a situação quanto a oposição nos dar força nesta luta. Salgadália completa no dia 30 de dezembro 60 anos de distrito e é um sonho para todos a nossa liberdade e hoje no evento temos dezessete representantes, a maioria ficaram em Bandiaçu, onde acontece uma reunião para tratar deste assunto” lembrou o presidente.
Salgadália tornando cidade, Bandiaçu, Serrote, Serra Vermelha, Macambira, Claros e Peba serão algumas das localidades que fará parte do novo município.

Algodões
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DSCN3487A delegação do distrito de Algodões que faz parte do município de Quijingue compareceu no evento para fortalecer ainda mais o desejo de virar cidade. O vereador Reginaldo (PT) que é líder do governo na câmara, relatou a força do seu distrito na luta de emancipação. “Criamos uma comissão anti-partidária para fortalecer ainda mais o envolvimento da população e isso vêm fazendo a diferença. Com a criação do novo município, quem ganha é o povo, os serviços básicos se concentram melhor entorno da região, a extensão territorial diminui e isso facilita. A mídia hipócrita da classe burguesa diz que irá criar impacto, se você vai dividir o bolo e transformar a vida das pessoas como vai criar impacto,” disse Reginaldo.

Na região a ser emancipada, tem uma média de 12 mil habitantes. Só a sede de Algodões tem aproximadamente 4 mil eleitores.
 Informações e fotos/  Tony Santos – Portal  A voz do Campo