O prefeito do município de Tucano, Igor Moreira Nunes (PT), comentou nesta segunda-feira (30), em nota enviada ao Bahia Notícias, a ação do Ministério Público contra o político por acúmulo ilegal de função. O gestor alega ainda não ter sido citado oficialmente "para averiguar todos os fatos alegados" e frisa que não se trata de uma decisão judicial. "Em uma democracia, existe o amplo direito de defesa e é isso que irei fazer", diz no texto.

O petista confirma ter trabalhado como médico no Hospital Municipal Antônio Carlos Magalhães, no município de Euclides da Cunha, entre 2007 e 2013 quando, segundo ele, foi "solicitado a permanecer no cargo até que a prefeitura conseguisse um profissional para realizar a substituição". "O município vinha sofrendo com a falta de médicos. Para que a população não ficasse sem atendimento, concordei em manter os trabalhos até a chegada de um substituto, o que ocorreu no mês de março, quando encerrei o vínculo com o município", justifica.

"Nos meses em que trabalhei no Hospital Municipal Antônio Carlos Magalhães, obtinha rendimentos mensais de aproximadamente R$ 10 mil. Dessa forma, a menção do MP de que os rendimentos recebidos em 2013 mais uma multa sugerida resultem no valor de R$ 230,4 mil é um equivoco", contesta o gestor.