Quando os candidatos são eleitos pela primeira vez, quase todos chegam com muitos sonhos e uma grande vontade de crescer na política e quem sabe conquistarem novos postos na escalada do poder. Nessa corrida por novas conquistas, apenas uma minoria consegue ultrapassar as fronteiras dos municípios. Uma outra fatia consegue a reeleição e o restante acaba ficando na câmara apenas por um mandato.

Por isso que existe uma grande soma de vereadores que sai das casas legislativas sem deixar rastro nenhum como marca de sua passagem pela instituição.

Para ser um bom vereador, é preciso estudar muito, conhecer o processo legislativo e acima de tudo ter discernimento do tema em debate além de uma boa oratória e dicção esmerada, em Adustina dois parlamentares de nomes Paulo Sérgio (PSDB) e Cidão (PV) já se tornaram motivos de chacota, expressando-se um dos piores português já visto na história política da cidade. Nenhum dos dois consegue se destacar perante os demais. Haja visto que para se destacar é preciso participar efetivamente da tribuna do parlamento e nela expressar com veemência e argumentos convincentes.

Recomenda-se estudar o Português. Não se pode falar bem se o edil não possui um regular conhecimento da gramática. Falar bem, além de outros predicados, precisa saber conjugar os verbos nos tempos certos com as devidas concordâncias. Se o vereador eleito não dominar regularmente o Português e pretende ser um parlamentar atuante e respeitado, o melhor é procurar um bom professor da língua e fazer um curso intensivo de conversação.

Quando ambos vereadores despreparado decide falar mesmo que seja errado, acaba se transformando em chacota. Dificilmente consegue transmitir credibilidade. Portanto, não adianta tentar ser um bom parlamentar, com atuação decisiva em todos os setores da câmara se o vereador não consegue falar corretamente. O vereador despreparado em relação ao vernáculo, dificilmente vai conseguir um destaque na casa legislativa, correndo um sério risco de se transformar em um parlamentar inexpressivo, o que de fato ultimamente vem se enquadrando.

Para ser um líder, o vereador precisa pelo menos saber falar. Falar bem e com conhecimento da causa é melhor ainda, mesmo porque para fazer a defesa de um projeto, não basta ser um bom orador, é preciso conhecer a legislação e acima de tudo dominar o processo legislativo.

Por outro lado, fazer parte da mesa diretora da câmara ou ocupar algum tipo liderança não significa projeção, mesmo porque os vereadores mais bem preparados, principalmente os grandes tribunos nem precisam ocupar cargo algum para se destacar. Aliás, a história está cheia de exemplos de grandes parlamentares que se destacaram sem jamais ter ocupado qualquer tipo de cargo nas casas legislativas. Quando o parlamentar é de fato um grande tribuno, acaba se transformando no principal referencial do legislativo.

Ter uma boa formação intelectual, se possível uma boa qualificação é importante para o vereador se destacar no legislativo. No entanto, estudar a Lei Orgânica Municipal e principalmente o Regimento Interno da câmara é o que conta para o vereador conseguir participar do chamado “Alto Clero” como é denominado o grupo de parlamentares que domina o processo legislativo. Para ser um grande tribuno, é necessário, além do conhecimento da matéria em discussão, ser um bom orador porque o tribuno é alimentado pela força da palavra. É por isso que para ser vereador, basta vencer a disputa eleitoral, mas para se destacar no parlamento é preciso muito mais; precisa de muito estudo. Agora para ser um tribuno é necessário muito mais; é preciso ser um excelente orador.
Piada de dois vereadores que falam errado:
Um vereador falava muito errado, ate que ele foi pedir voto em uma cidade pequena.
Meu povo e minha pova, nois vai asfaltar as rua, nois vai reforma as escola...
O outro colega vereador chamou ele e disse bem baixo:
Emprega mais o plural, da mais voto.
Bem lembrado, nois vai emprega o pai do plural, a mãe do plural e a família do plural. 
Fonte: www.RodrygoFerraz.com.br