As 20 armas roubadas da unidade do Tiro de Guerra (TG 06-014) do Batalhão do Exército da cidade de Serrinha foram recuperadas na cidade de Feira de Santana, nesta quarta-feira (15). Quatro delas foram encontradas abandonadas e cobertas perto de um matagal em um cemitério no bairro Mangabeira.

O armamento foi localizado por moradores durante um enterro que estava sendo realizado no local. O grupo que acompanhava o cortejo fúnebre acionou uma guarnição do Pelotão Tático Operacional (PETO), que realizava rondas nas proximidades do cemitério São João Batista, e os policiais apreenderam as armas, que têm o brasão do Exército Brasileiro.

As outras dezesseis foram encontradas na Avenida Contorno, no bairro Cidade Nova, por meio de denúncias. "Com o cerco realizado em vários bairros, as armas foram abandonadas. Mas a operação só será encerrada quando todos os envolvidos forem identificados", disse o chefe da Polícia Federal (PF) em Feira de Santana, Wal Goulart.

Três pessoas foram presas durante a apreensão, dois homens e uma mulher. O primeiro ser detido foi Anderson Machado Nascimento, 20 anos, mais conhecido como "Gago". O suspeito, preso por agentes da PF e militares da Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto) e da Companhia de Ações Especiais do Litoral Norte (Cael) no bairro do Cruzeiro, em Serrinha, foi conduzido à Delegacia Territorial (DT), onde confirmou sua participação. Um quarto suspeito é procurado.



Anderson confirmou ainda que o roubo foi planejado há cerca de quatro meses e ele foi o responsável por passar informações privilegiadas a um comparsa identificado como "Rasta", apontado como líder da quadrilha. O Comando da 6ª Região Militar alega que o Inquérito Policial Militar (IPM) tem o prazo inicial de 40 dias para ser concluído, porém pode ser prorrogado.

As armas do modelo Mosquefal M-964 , de uso exclusivo das Forças Armadas, serão devolvidas à 6ª Região do Exército Brasileiro e as buscas aos demais integrantes da quadrilha devem continuar.

Roubo - Os fuzis foram roubados por cinco homens durante a madrugada de terça-feira (14). Os assaltantes chegaram em um carro, pularam o muro e renderam os três soldados que faziam a segurança do local. Um deles teria sido agredido com chutes. Depois, a quadrilha obrigou os soldados a abrirem a sala de armamento.

De acordo com o tenente coronel Hobert, do Exército, os agentes da unidade de Serrinha estavam desarmados quando foram rendidos pelos assaltantes. Segundo ele, os seguranças são atiradores e, ao contrário dos soldados que atuam nos quartéis, não utilizam armas de fogo. Eles trabalhavam apenas com cassetetes quando foram surpreendidos.

Questionado sobre a fragilidade da segurança dos tiros de guerra como o de Serrinha, o tenente coronel Hobert afirma que “todos [os tiros de guerra] os do país têm segurança adequada ao grau de instrução dos homens que os compõe. Não se tratam de quartéis, que são compostos por soldados”.

As 20 armas foram roubadas da unidade do Tiro de Guerra (TG 06-014) de Serrinha

Fuzis foram achados nos bairros Mangabeira e Cidade Nova, em Feira de Santana