A execução de Salvador Oliveira Dourado (Marcilio Cigano), na manhã desta segunda-feira (30), em Guanambi, no Sudoeste da Bahia, ganhou muita repercussão, não só pelo fato da vítima ter uma vida pregressa, mas pela quantidade de notas promissoras e cheques que Marcilio levava consigo.

De acordo com a polícia, com Marcílio foi encontrado um veículo Fiat Strada, cor branco, um revólver taurus, calibre 38, R$ 7.211.891,229 (sete milhões duzentos e onze mil oitocentos e noventa reais e vinte e dois centavos), em notas promissoras. Além disso, os policiais encontram R$ 368.000,00(trezentos e sessenta e oito mil reais), em cheques. Somado os valores chega ao valor de R$ 7 milhões e 500 mil reais.

Para a polícia, morte do Cigano pode está relacionada com alguma dívida e vai tentar descobrir quem encomendou o crime.

Os autores do homicídio fugiram em um veículo Spacefox de cor preta, placa de Pelotas, Rio Grande do Sul, mas  a polícia  localizou dois suspeitos escondidos em um lote nas intermediações de um posto de combustíveis na Av. Barão do Rio Branco, houve resistência, um dos indivíduos foi morto no confronto, Tiago Rodrigues de Souza foi preso e apresentado na delegacia. Outro suspeito identificado por Daniel Soares dos Reis, na cidade de Pindaí.

No veículo usado pelos autores do homicídio, a polícia encontrou uma carabina e um revolver, ambos de calibre 38.

Uma espingarda, supostamente usada no crime, foi apreendida no Spacefox com placas de Pelotas no Rio Grande do Sul INW 5538. Marcílio tem um histórico de crimes tendo sido preso algumas vezes, inclusive por participação no chamado “Massacre dos Ciganos” ocorrido em maio de 2007.

Um grupo com mais de dez ciganos teriam invadido um bar localizado na principal praça do bairro e executaram o tenente da PM, Gilson Santiago Messias Junior, 22 anos e o comerciante Paulo Sergio Castro Araújo, de 29 anos, com três tiros cada e vários golpes de arma branca. Quatro ciganos também foram mortos na ocasião.